A SAGA DA REFORMA POLÍTICA

A SAGA DA REFORMA POLÍTICA

  • 19 de setembro, 2017

É fato que há políticos que optam pelo ingresso na vida pública com o intuito único de servir a sociedade, os comuns do povo, e muita vezes esse impulso é natural, de berço, da própria índole. Buscam fazer da atividade política uma obra de elegância moral e útil ao povo.

Todavia, existem outros, infelizmente, que o fazem para pura e simplesmente se afirmarem na sociedade ante a autoridade na qual se investem e com autoritarismo se colocam a serviço de interesses pessoais e políticos recônditos, buscando, muitas vezes, amenizar seus profundos e sérios traumas internos.

Não se importam como seus atos repercutirão na sociedade, tampouco se destroem, ou não sonhos ou famílias, profissionais ou homens de bem. É o fim; e que Deus possa ter pena de todos nós, tanto os opressores, quanto, e principalmente, os oprimidos.

Difícil pensar a vida num país onde alguns políticos, que deveriam assegurar nossos interesses, não o fazem.

Assistimos passivamente “nossos representantes” serem presos, que é o mesmo que nos vermos também maniatados, porquanto fomos nós, cidadãos, que os elegemos.

Há anos, em especial a cada início ou fim de mandato, ressurge a discussão sobre a reforma política em nosso país. É fato que o atual sistema está degradado, viciado e corrompido. A atividade política deixou de ser ideológica e passou a ser uma verdadeira prática comercial, prevalecendo interesses individuais e de mandatários partidários sobre o coletivo.

A reforma política deve ser realizada de forma ampla, resgatando princípios basilares de nossa Constituição Federal, tais como, a moralidade, legalidade, impessoalidade, publicidade e a eficiência; visando, ainda, o desenvolvimento político, social e econômico do país, e não os interesses partidários. Se assim o fosse, tal iniciativa dos parlamentares seria digna de louvor.

 Contudo, infelizmente, mais uma vez o que se observa é que a pseudo reforma política, está sendo utilizada como um cabo de esteio para mandatários partidários. A Reforma Política deveria ser feita para o País e não para os políticos.

 Num momento em que a República Federativa do Brasil encontra-se submersa em escândalos midiáticos de corrupção, o Congresso Nacional, talvez para justificar a pífia atuação de seus parlamentares (salvo as exceções), busca sem sucesso promover a famigerada reforma.

Com efeito, o anseio do eleitor é por medidas ou reformas que busquem estancar a sangria corruptiva e os caminhos tortuosos que tomaram a política brasileira. A diminuta e inexpressiva reforma política em debate está longe de abraçar a “Ordem e Progresso” encampada na bandeira do Brasil.

 

Autor: Sebastião Hélcio P. Alves Filho

Advogado e Sócio do Escritório Alves e Eustáquio Advocacia e Consultoria

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